CURSO 2015

 

Período de execução: 04/2015 a 12/2015

JUSTIFICATIVA

 O uso de imagens na pesquisa científica em ciências sociais é tão antigo quanto os próprios campos disciplinares que as compõem. Na Antropologia, essa relação é bastante complexa, uma vez que os instrumentos de registro de imagens fotográficas e audiovisuais tem sua origem no século XIX, contemporaneamente à formação da disciplina. Desde então, essa produção de imagens, sendo ou não alvo de reflexão pelos pesquisadores, se tornou parte do estar em campo. Desde Bronislaw Malinowski (1884-1942), pai-fundador da disciplina, raro é o antropólogo que não se utiliza ao menos de uma câmera fotográfica para registrar detalhes da vida das comunidades pesquisadas. Mais recentemente, essa relação foi se tornando ainda mais corriqueira, com o barateamento e a portabilidade cada vez maior desses equipamentos.

Além desse tipo de produção que acompanha a pesquisa científica e nem sempre se converte em material que será incorporado às monografias, teses ou dissertações – tornando-se nada mais do que um registro visual da passagem pelo campo –, fotografias e filmes também foram produzidos como objeto de reflexão. Sejam as fotografias de Margaret Mead (1901-1978) e Gregory Bateson (1904-1980), quando estudaram os balineses na década de 1930, ou os filmes de Jean Rouch (1917-2004), em países africanos, entre as décadas de 1950 e 1970, a antropologia visual se transformou em um campo disciplinar legítimo. A produção da imagem torna-se assim um lugar privilegiado para se pensar a interação entre pesquisadores e pesquisados. As imagens passam de mero registro a momento chave da relação de produção de conhecimento (GROISMAN, 2006: 122).

Com base nessa trajetória das imagens das ciências sociais e as possibilidades que apresenta para a pesquisa científica, que está sendo constituído o projeto de extensão Laboratório de Antropologia e Produção Audiovisual (LAPA), que terá como principal tarefa oferecer cursos aos alunos de graduação e pós-graduação, como forma de instrumentalizar esses acadêmicos na produção de imagens, assim como propiciar reflexões sobre fotos e filmes na construção do conhecimento antropológico. Cabe ressaltar que essa disciplina nunca foi oferecida em cursos de graduação ou pós-graduação da UFMT, apesar de sua importância no campo das Ciências Humanas e da recente popularização da produção de imagens. Assim, torna-se premente o oferecimento desse curso de extensão que poderá fomentar a criação de um laboratório permanente para o Departamento de Antropologia da UFMT.

RELAÇÃO ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

O Laboratório de Antropologia e Produção Audiovisual (LAPA) é um projeto de extensão que se relacionará diretamente com as atividades de ensino e pesquisa do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da UFMT.

No que se refere ao ensino, apesar de se tratar de um curso de extensão, o LAPA vem suprir uma lacuna de disciplinas desse tipo que nunca foram oferecidas em nível de graduação ou pós-graduação, o que faz com que seu público alvo preferencial sejam alunos do Curso de Graduação em Ciências Sociais e do Mestrado em Antropologia, ainda que esteja aberto a qualquer membro da comunidade universitária.

Já em relação à pesquisa, cabe ressaltar que o oferecimento do curso se dá através do NAPlus, núcleo que congrega pesquisadores da Antropologia que se debruçam sobre questões ligadas às diversidades culturais e os diferentes saberes que formam as socialidades humanas. Nesse sentido, o curso também capacitará acadêmicos que integram as pesquisas do NAPlus, com o objetivo de oferecer suporte às pesquisas que demandam o uso de imagens.

Ainda no que se refere à pesquisa, o LAPA é um desdobramento da pesquisa de pós-doutorado “Gênero, performance e audiovisualidades: uma antropologia urbana de movimentações sociais e territorialidades políticas no contemporâneo”, desenvolvida pelo coordenador deste projeto, através de uma bolsa oferecida ao PPGAS/UFMT pelo Programa Nacional de Pós-Graduação da Capes/MEC. Assim o tripé universitário estará contemplado pelas atividades do LAPA que ainda terá como etapa final deste curso a disponibilização de produtos visuais e audiovisuais à sociedade exterior ao ambiente acadêmico.

FUNDAMENTAÇÃO: Antropologia Visual, do Cinema e suas possibilidades

Muito já se falou – sem se esgotar o assunto – sobre as relações entre fotografia, cinema e antropologia: a contemporaneidade desses campos, os desenvolvimentos de uma antropologia que produz fotografia e audiovisual desde seus pais fundadores, e é cada vez mais crescente a preocupação não apenas com o cinema, mas de todas tecnologias da comunicação nas produções contemporâneas de coletividades e subjetividades. O cinema e a fotografia, dentro das ciências sociais, quase sempre são pensados ou da parte de quem assiste ou por parte de quem produz, o que coloca problemas interessantes para a contemporaneidade onde essas fronteiras parecem cada vez mais vulneráveis, se é que foram algum dia impermeáveis.

Quero enfocar aqui, mais especificamente, as relações que podem ser pensadas entre artes visuais e antropologia, quando olhamos estes dois campos a partir da perspectiva de construção de mundos. Talvez não seja preciso retornar à história da antropologia para lembrarmos que a etnografia cada vez mais tem sido pensada como um dos muitos produtos da disciplina, guardando importantes relações com a estética da literatura e a questão do autor.

Maya Deren, diretora norte-americana, participou, nos anos 40 e 50, da vanguarda cinematográfica dos Estados Unidos, numa clara oposição conceitual em relação ao cinema produzido por Hollywood, o cinema clássico. Essa vanguarda, que vem da década de 1920, se junta a outras como o Surrealismo franco-espanhol, a Vanguarda Russa, o Expressionismo Alemão, destaques como escolas de experimentação mas, sobretudo, de estudo da linguagem audiovisual.

Essas vanguardas vão explorar os fundamentos da montagem, mas explorando a imagem e o som (não restrito aos diálogos) como elementos fundamentais da linguagem cinematográfica. O texto de Deren (1960) recentemente traduzido no Brasil parece resumir um pouco da filosofia de uma geração. Ainda que se trate de imagens produzidas de forma artística, o cinema possuiria, segundo Deren ([1960]2012: 134) um obstáculo à sua definição “enquanto uma forma criativa de arte – capaz de ação criativa em seus próprios termos”. Esse obstáculo seria seu caráter como “imagem latente”, lincada a uma indelével realidade.

A autora está falando de um momento específico da história do cinema, em que as artes plásticas estavam fazendo do cinema “pintura animada”, dado o desenvolvimento dos usos da cor, a animação, que segundo ela subaproveitam o potencial do cinema. A autora também faz críticas ao cinema falado que tornou-se narrativo demais, desvalorizando as imagens enquanto linguagem. Deren pretende um cinema não subordinado às outras formas de arte, uma vez que:

O cinema tem uma extraordinária abrangência de expressão. Tem em comum com as artes plásticas o fato de ser uma composição visual projetada numa superfície bidimensional; com a dança, por poder lidar com a composição do movimento; com o teatro, por criar uma intensidade dramática de eventos; com a música, por compor em ritmos e frases de tempo e ser acompanhado por canção e instrumento; com a poesia, por justapor imagens; com a literatura em geral, por abarcar em sua trilha sonora abstrações disponíveis apenas à linguagem. (DEREN, 1960: 136)

A autora quer destacar as mudanças de percepção que o cinema propicia, assim como defendia Walter Benjamin (1936). Finaliza chamando a atenção para as especificidades do cinema de onde emanará como arte plena:

Se o cinema se destina a ocupar seu lugar entre as formas artísticas plenamente desenvolvidas, deve deixar de meramente registrar realidades que não devem nada de sua existência ao instrumento fílmico. Pelo contrário, deve criar uma experiência total, oriunda da própria natureza do instrumento a ponto de ser inseparável de seus próprios recursos. Deve renunciar às disciplinas narrativas que emprestou da literatura e sua tímida imitação da lógica causal dos enredos narrativos, uma forma que floresceu como celebração do conceito terreno e paulatino de tempo, espaço e relação que foi parte do materialismo primitivo do século XIX. Pelo contrário, deve desenvolver o vocabulário de imagens fílmicas e amadurecer a sintaxe de técnicas fílmicas que as relaciona. Deve determinar as disciplinas inerentes ao meio, descobrir seus próprios modos estruturais, explorar os novos campos e dimensões acessíveis a ele e assim enriquecer artisticamente nossa cultura, como a ciência o fez em seu próprio domínio. (p. 149)

A ideia do cinema como produtor de uma narrativa, através do uso criativo da realidade, nos leva a pensar a antropologia , nos mesmos termos, tal como já o fizeram os pós-modernos, as feministas e outros críticos ao enquadrarem a etnografia como uma alegoria (CLIFFORD, 1997), autoral (GEERTZ, 1988), ciborgue (HARAWAY, 1985), ficção persuasiva, evocativa, contaminada (STRATHERN, 1987). Ou seja, a antropologia também se utiliza de fragmentos de realidade, impossível de ser totalizada, e é no arranjo desses fragmentos, tal qual na montagem cinematográfica, que nós construímos nossos conhecimentos, na justaposição/ conexão entre personagens distantes no tempo e no espaço, na sequencialidade entre ações que passa a construir um sistema narrativo entre as mesmas, em nossas descrições densas e narrativas que partilham das mesmas fontes da narrativa cinematográfica, dando sentido a uma profusão de sons e imagens que por si só não retém todos os sentidos e significados.

Na polifonia das imagens, é a sequência que vai construir o sentido do filme, da mesma forma que a antropologia encontra na produção da etnografia a organização de uma polifonia semelhante.

Gomes Pereira (2000) busca com seu texto apresentar uma agenda para a antropologia do cinema no Brasil, cujos pontos são três:

  1. a)    explorar as relações entre cinema e antropologia, pensando nos dois olhares, o etnográfico e o fílmico como contemporâneos, complementares e intercambiáveis;
  2. b)    radicalizar a figura do antropólogo como articulador de intertextualidades, a partir de exemplos como os do Cinema Novo brasileiro;
  3. c)     propiciar elementos para crítica ao imperialismo cultural que tem no cinema seu maior expoente.

A ligação que estamos propondo aqui entre as artes visuais e a antropologia como produtoras de mundos a partir de fragmentos da realidade pode parecer estranha quando pensamos nos filmes que fazem parte da história da antropologia, que sempre se ligaram mais à ideia de documentário do que de ficção. Filmes como Viagem à Lua (1902) se dirigiam a um mundo distante, já nos primórdios da sétima arte. Essas narrativas substituíam o tipo de filme que era feito, desde a invenção do cinematógrafo, as chamadas “vistas” que buscavam retratar, sem narrativa, tanto cenas do cotidiano das cidades da Europa quanto povos distantes como os Ashanti, filmados pelos irmãos Lumière e exibidos numa exposição em Paris em 1897 (PIAULT, 1995).

Os primeiros filmes eram etnológicos, ou seja, tinham uma preocupação em apresentar o “outro” para os europeus, além de tornar os próprios europeus “outros” de si mesmos. Viraram as câmeras para si mesmos e fizeram de seus próprios cotidianos algo observável através de uma câmera registradora. Se a aldeia Ashanti era uma novidade, o mesmo não pode ser dito de um trem chegando na estação, algo corriqueiro até para os que saíram correndo do café em Paris, em 1895, na primeira exibição pública promovida pelos Lumière. Assim, imagens do cotidiano se mesclavam com imagens de povos distantes, numa tipo de educação do olhar que sempre acompanhou a história do cinema, tornando visto, olhável e apreciável o que disfrutara até então de invisibilidade absoluta ou relativa.

Da mesma forma e compartilhando da mesma contemporaneidade, a modernidade da virada dos séculos XIX para XX, a antropologia também se constituiu como um olhar produzido do Ocidente para focar suas lentes tanto no distante quanto no próximo (ainda que este segundo movimento tenha sido mais demorado). Mas se o cinema logo encontraria o caminho da arte com Méliès, a antropologia só recentemente passaria a assumir a sua condição autoral. Talvez tenhamos que fazer como sugere Maya Deren e aproveitarmos o potencial criativo das produções etnográficas, ao construir e repensar criticamente os mundos e a história, à maneira do Cinema Novo de Glauber Rocha.

OBJETIVOS

  • Oferecer aulas de capacitação de alunos de graduação e pós-graduação na teoria e na prática da Antropologia Visual, tanto na fotografia quanto no audiovisual, em suas possibilidades de coleta de dados e de reflexão sobre o conhecimento antropológico.
  • Constituir um espaço de reflexão dentro do Departamento de Antropologia da UFMT voltado para a Antropologia Visual e dos usos do cinema e da fotografia na pesquisa científica.
  • Colocar os alunos em contato com os principais autores que refletiram sobre a imagem nas ciências sociais, bem como com o trabalho de antropólogos que tiveram na fotografia e no cinema suas principais obras.
  • Propiciar aos participantes do curso o contato com os fundamentos da linguagem visual e audiovisual de forma a incentivar suas produções próprias.
  • Colaborar com os projetos de pesquisa em desenvolvimento pelo Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (NAPlus) em seus desdobramentos em produtos fotográficos e audiovisuais
  • Promover a realização de exposições fotográficas a partir das produções dos participantes do curso.
  • Produzir filmes etnográficos relacionados com pesquisas do NAPlus e de acordo com os interesses dos participantes do curso em seus projetos individuais.

CONTEÚDOS

MÓDULO I – INTRODUÇÃO À LINGUAGEM AUDIOVISUAL

– Relações entre antropologia e imagem.

– Fundamentos das linguagens fotográfica e cinematográfica.

– Leituras visuais e audiovisuais da cidade de Cuiabá.

 MÓDULO II – ROTEIRO E MONTAGEM

– Fundamentos da roteirização.

– A montagem como discurso.

– As possíveis implicações de uma antropologia do cinema.

– Incursões por grupos, festas e ‘culturas’ do Mato Grosso.

 MÓDULO III – PRODUÇÃO E FINALIZAÇÃO

– Organização de uma exposição multimídia.

– Produção de filme etnográfico.

Metodologia: Em cada encontro haverá aulas expositivas, exibição de filmes, debates e reflexões críticas a partir dessas obras. As atividades práticas incluem atividades, em que os alunos serão incentivados e orientados a produzir, em pequenos grupos, fotos e vídeos curtos em mídias de baixo custo (celulares e câmeras caseiras, por exemplo), como formas de experimentação para uma antropologia visual e do cinema. Além disso, os alunos serão incentivados a conhecer etnografias que podem abranger dos modos de produção aos modos de ver cinema, enfocando territórios mais amplos da comunicação, como seus usos e reelaborações nos diversos contextos de recepção, para além dos significados das obras. Os textos elencados no programa serão tanto de leitura obrigatória quanto complementar, sendo indicados previamente aos alunos.

Avaliação: Os alunos serão avaliados através de sua participação nas atividades propostas, que incluem produção em sala de aula e também em incursões pela cidade. Semanalmente será orientada a leitura dos textos e a reflexão sobre os mesmos através de debates. Os alunos também vão serão avaliados por suas reflexões críticas sobre os filmes assistidos, na correlação com os textos clássicos da disciplina.

Cronograma

O curso terá início no dia 7 de maio de 2015 e tem como previsão de encerramento na última semana de novembro.

Abaixo, o cronograma resumido:

Atividade 2015
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Inscrições para o curso X
Curso Laboratório de Antropologia e Produção Audiovisual X X X X X X X
Produção de documentário X X
Exposição multimídia X
Avaliação da atividades X X
Bibliografia

AUMONT, Jacques. 2006. “O filme como representação visual e sonora”. In: A Estética do Filme. 2ª ed. Campinas: Papirus Ed.

BERGER, John. 1982. Modos de ver. Lisboa: Edições 70.

BENJAMIN, Walter. [1936/55] 2000. “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”. In: LIMA, Luiz Costa. Teoria da Cultura de Massa. São Paulo: Paz e Terra.

BERNARDET, Jean Claude. 1980. O que é cinema. Primeiros Passos (9).  São Paulo: Brasiliense.

BERNARDET, J. C. 2003. “Viramundo ou a voz do dono”. In: Cineastas e Imagens do Povo. São Paulo: Companhia das Letras.

BITTENCOURT, Luciana. 1994. A fotografia como instrumento etnográfico. Anuário Antropológico, 92. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. 2004. Fotografar, documentar, dizer com a imagem. Cadernos de Antropologia e Imagem, 18(1): 27-54.

CANEVACCI, Massimo. Antropologia do cinema : Do mito a industria cultural. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1990. 175 p.

COELHO, Paloma; JAYME, Juliana Gonzaga. 2013. Gênero e cinema: reflexões sobre “A vereadora antropófaga”, de Pedro Almodóvar. Seminário Internacional Fazendo Gênero X. Florianópolis: UFSC.

COLLIER Jr., John. 1973. Antropologia Visual: a fotografia como método de pesquisa. São Paulo: EPU/EdUSP.

DELEUZE, Gilles. 1990. “As potências do falso”. In: Cinema II: a Imagem-Tempo. São Paulo: Ed. Brasiliense.

DELEUZE, Gilles. 1990. “As potências do falso”. In: Cinema II: a Imagem-Tempo. São Paulo: Ed. Brasiliense.

DEREN, Maya. Cinema: o uso criativo da realidade. (1960) 2012. Devires, 9(1). Belo Horizonte: UFMG. pp. 128-149.

DEREN, Maya. Cinema: o uso criativo da realidade. (1960) 2012. Devires, 9(1). Belo Horizonte: UFMG. pp. 128-149.

DOREA, Joana de Conti. 2006. Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho: histórias, olhares e leituras sobre um documentário brasileiro. Trabalho de Conclusão de Curso (Ciências Sociais). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina.

EISENSTEIN, Sergei. 2002. Palavra e Imagem. In: EISENSTEIN, Sergei. O sentido do filme. São Paulo: Zahar, 2002, p. 13-50.

ESPINOSA, Mónica; SCHLENKER, Juana. 2009.  Antropología (y lo) Visual. Antípoda: Revista de Antropología y Arqueología, 9. Bogotá: Universidad de Los Andes.

FELDMAN-BIANCO, Bela; LEITE, Míriam L. M. (orgs.). 2001. Desafios da Imagem. Campinas: Papirus

FRANCE, Claudine de. 1989. Cinema e Antropologia. Campinas: Ed. Unicamp.

FRANCE, Claudine de. 2000. “Antropologia fílmica. Uma gênese difícil, mas promissora”. In: FRANCE, Claudine. (org.). Do filme etnográfico à antropologia fílmica. Campinas: Ed. da Unicamp.

GINSBURG, Faye. 1999. “Não necessariamente um filme etnográfico: traçando um futuro para a antropologia visual.” In: Eckert, Cornélia e Mont-Mór, Patrícia. Imagens em foco: novas perspectivas em antropologia. Porto Alegre: EdUFRGS. pp. 31 – 54.

GOMES PEREIRA, Pedro Paulo. 2000. Cinema e antropologia: um esboço cartográfico em três movimentos.  Cadernos de Antropologia e Imagem, 10(1): 51-69.

GRIMSHAW, Anna. 2001. The ethnographer’s eye. Cambridge: Cambridge Univ. Press.

GROISMAN, Alberto. 2006. “Fotografia e fotografar: paradigmas, artefatos e artifícios sociais e relacionais. In: LENZI, Lúcia H. et. al. (orgs.). Imagem: intervenção e pesquisa. Florianópolis: NUP/CFH/UFSC.

HIKIJI, Rose S. G. 1998. Antropólogos vão ao cinema – observações sobre a constituição do filme como campo. Cadernos de Campo, 7 (7).

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LEAL, Ondina Fachel. 1986. A leitura social da novela das oito. Petrópolis: Vozes.

MacDOUGALL, David. Mas afinal, existe realmente uma antropologia visual?

MALUF, S.; MAGALHÃES, N.; CAGGIANO, S. 2010. Introdução: As mídias em múltiplas perspectivas. (Sessão Temática Antropologia e Comunicação.) Ilha Revista de Antropologia, 10(2), (ago-dez. 2008). Florianópolis: PPGAS/UFSC.

MORIN, Edgar. [1956] 1997.  Cap. 1: “O Cinema, o avião”. Cap. 2: “O encanto da imagem”. In: O Cinema ou o Homem Imaginário. Lisboa: Relógio d’Água.

MORIN, Edgar. [1956] 1997.  Cap. 1: “O Cinema, o avião”. Cap. 2: “O encanto da imagem”. In: O Cinema ou o Homem Imaginário. Lisboa: Relógio d’Água.

PIAULT, Marc. “Antropologia e Cinema”. IN: Catálogo da Mostra Internacional do Filme Etnográfico, 1994.

PIAULT, Marc-Henri. “Real e ficção: onde está o problema?”.

PINNEY, Christopher. A história paralela da antropologia e da fotografia. Cadernos de Antropologia e Imagem.

RIAL, Carmem S. 1998. “Contatos fotográficos: nativos, antropólogos, jornalistas e turistas. Diferentes linguagens fotográficas?” In: KOURI, Mauro. (org.) Imagens e Ciências Sociais. João Pessoa: Ed. Universitária UFPB. pp. 203-224.

SAMAIN, Étienne. 2001. Quando a fotografia (já) fazia os antropólogos sonharem: o jornal La Lumière. Revista de Antropologia, 44 (2). São Paulo: USP.

SILVA, M. A. Eduardo Coutinho e o cinema etnográfico para além da Antropologia. Cambiassú, 7, ano XIX. São Luís: UFMA. pp. 161-174.

STRATHERN, Marilyn. [1986] 2013. Fora de Contexto. São Paulo: Terceiro Nome.

WAGNER, Roy. [1975] 2012. A Invenção da Cultura. Rio de Janeiro: CosacNaify.

XAVIER, Ismail. 2003. “Introdução” e Cap. 1: “Cinema, Revelação, Engano”. In: O olhar e a cena. Rio de Janeiro: CosacNaif.

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