Projeto “Troca de saberes audiovisuais”. Inscrições em breve

PERÍODO: abril a dezembro de 2016

DIA DA SEMANA: sextas-feiras (1ª e 3ª fases) e finais de semana (2ª e 3ª fases)

INSCRIÇÕES: em breve

INÍCIO: abril

INFORMAÇÕES: lapaufmt@gmail.com

O projeto “Troca de saberes audiovisuais: LGBTs, quilombolas e a imagem como território”, a ser desenvolvido junto ao Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais e ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, tem como finalidade criar um espaço de reflexão sobre e produção de materiais audiovisuais que versem sobre os coletivos quilombolas e LGBTs do estado do Mato Grosso – podendo com o tempo se estender a outros coletivos, como populações indígenas, comunidades rurais e urbanas, grupos religiosos, entre outros. Pensar em troca de saberes audiovisuais torna-se premente neste projeto se considerarmos que tais coletivos produzem conhecimento a respeito de si mesmos, através de imagens, que circulam de acervos pessoais a plataformas virtuais (internet). Dessa forma, na forma de pesquisa e extensão, este projeto pretende estabelecer diálogos com esses coletivos e suas imagens, ao mesmo tempo em que produtos audiovisuais serão produzidos, como documentários, banco de memórias em vídeo, acervos digitais de imagens antigas, acervos de áudio entre outras possibilidades.

Num primeiro momento, será realizado um trabalho em conjunto com pesquisas já realizadas pelo Núcleo de Antropologia e Saberes Plurais (NAPlus) que estudam coletivos quilombolas e LGBTs da Baixada Cuiabana. Nos dois casos, um dos principais objetivos é o de produzir documentários que vão se debruçar sobre a história desses coletivos, em suas lutas por territórios, igualdade e políticas públicas. A ideia é envolver os acadêmicos de graduação e pós-graduação que já participam dos projetos do NAPlus e instrumentalizá-los na coleta de imagens fotográficas, produção audiovisual e criação de acervos, a fim de produzir materiais para as pesquisas. Estes mesmos acadêmicos também deverão se engajar em trabalho de campo nessas comunidades para a busca de diálogos em que os “saberes audiovisuais” surjam como uma consequência de um encontro de mão dupla e não reificando hierarquias que marcam a indústria do audiovisual.

No lugar de cursos que poderiam ser oferecidos a essas comunidades, vamos priorizar o encontro com elas, reconhecendo que possuem e produzem conhecimentos audiovisuais, e isso não apenas recentemente com as tecnologias portáteis de imagem e som. Existe nestas comunidades uma cultura audiovisual, que vai de festas a postagens no YouTube e como pesquisadores temos tanto a aprender quanto a ensinar. Em momentos posteriores, tais projetos podem envolver crianças em bairros da cidade, grupos religiosos, coletivos esportivos, “tribos” musicais, grupos étnicos, escolas de samba, blocos de carnaval, terreiros de umbanda e de candomblé. Formalmente, esse projeto pode se apresentar como cursos na área audiovisual, mas sua implantação se dará na forma de troca de saberes, em que privilegiaremos o que os sujeitos já produzem de imagens em seus cotidianos.

CONHEÇA O PROJETO

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